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O Vinho de Hebe

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O Vinho de Hebe

Quando do Olimpo nos festins surgia

Hebe risonha, os deuses majestosos

Os copos estendiam-lhe, ruidosos,

E ela, passando, os copos lhes enchia...


A Mocidade, assim, na rubra orgia

Da vida, alegre e pródiga de gozos,

Passa por nós, e nós também, sequiosos,

Nossa taça estendemos-lhe, vazia...


E o vinho do prazer em nossa taça

Verte-nos ela, verte-nos e passa...

Passa, e não torna atrás o seu caminho.


Nós chamamo-la em vão; em nossos lábios

Restam apenas tímidos ressábios,

Como recordações daquele vinho.


No poetmi desde 2022-08-15 02:00:24

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Raimundo Correia

Raimundo da Mota de Azevedo Correia magistrado, professor, diplomata e poeta, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de S. Francisco, em São Paulo, e exerceu sua profissão no cargo de Juiz de Direito no interior de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.