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Na penumbra

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Na penumbra

Raiava, ao longe, em fogo a lua nova,

Lembras-te?... apenas reluzia a medo,

Na escuridão crepuscular da alcova

O diamante que ardia-te no dedo...


Nesse ambiente tépido, enervante,

Os meus desejos quentes, irritados,

Circulavam-te a carne palpitante,

Como um bando de lobos esfaimados...


Como que estava sobre nós suspensa

A pomba da volúpia; a treva densa

Do teu olhar tinha tamanho brilho!


E os teus seios que as roupas comprimiam,

Tanto sob elas, túmidos, batiam,

Que estalavam-te o flácido espartilho!



No poetmi desde 2022-08-15 02:00:24

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Raimundo Correia

Raimundo da Mota de Azevedo Correia magistrado, professor, diplomata e poeta, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de S. Francisco, em São Paulo, e exerceu sua profissão no cargo de Juiz de Direito no interior de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.