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III - Somos meninos de uma primavera

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III - Somos meninos de uma primavera

IIISomos meninos de uma primavera

De que alguém fez tijolos. Quando cismo

Tiro da cigarreira um misticismo

Que acendo e fumo como se o esquecera.


No teu ar de dormir nessa cadeira,

(Reparo agora, feito o exorcismo,

Que o terceiro soneto ergue do abismo)

És sempre a mesma, anónima — terceira...


Ó grande mar atlântico, desculpa!

Cuspi à tua beira três sonetos.

Sim, mas cuspi-os sobre a minha culpa.


Mulher, amor, [alcova?] — sois tercetos!.

Só vós ó mar e céu nos libertais,

Que qualquer trapo incógnito franjais

Sossego? Outrora? Ora adeus! Foi feita

No cárcere a Marília de Dirceu.

De realmente meu só tenho eu.


Pudesse eu pôr um dique ao que em mim espreita,

(No seu perfil de pálida imperfeita,

Recorte morto contra um vivo céu,

Álvaro de Campos in Poesias de Álvaro de Campos


No poetmi desde

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Álvaro de Campos

O Poeta Álvaro de Campos é um dos mais importantes heterônimos de Fernando Pessoa. Segundo Fernando Pessoa nasceu em Tavira, no extremo sul de Portugal. Estudou Engenharia Naval, na Escócia. No entanto, não exerceu a profissão por não poder suportar viver confinado em escritórios.