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Dize-me, amor, como te sou querida

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Dize-me, amor, como te sou querida

Dize-me, amor, como te sou querida,

Conta-me a glória do teu sonho eleito,

Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,


Arranca-me dos pântanos da vida.

Embriagada numa estranha lida,

Trago nas mãos o coração desfeito,


Mostra-me a luz, ensina-me o preceito

Que me salve e levante redimida!


Nesta negra cisterna em que me afundo,

Sem quimeras, sem crenças, sem turnura,

Agonia sem fé dum moribundo,

Grito o teu nome numa sede estranha,


Como se fosse, amor, toda a frescura

Das cristalinas águas da montanha!

Florbela Espanca in A Mensageira das Violetas


No poetmi desde 2022-08-07 00:43:24

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Florbela Espanca

Poetisa , Florbela Espanca deixou-nos belos poemas e reflexões.