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Conchita

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Conchita

Adeus aos filtros da mulher bonita;

A esse rosto espanhol, pulcro e moreno;

Ao pé que no bolero... ao pé pequeno;

Pé que, alígero e célere, saltita...


Lira do amor, que o amor não mais excita,

A um silêncio de morte eu te condeno;

Despede-te; e um adeus, no último treno,

Soluça às graças da gentil Conchita:


A esses, que em ondas se levantam, seios

Do mais cheiroso jambo; a esses quebrados

Olhos meridionais de ardência cheios;


A esses lábios, enfim, de nácar vivo,

Virgens dos lábios de outrem, mas corados

Pelos beijos de um sol quente e lascivo.


No poetmi desde 2022-08-15 02:00:24

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Raimundo Correia

Raimundo da Mota de Azevedo Correia magistrado, professor, diplomata e poeta, formou-se em Direito pela Faculdade do Largo de S. Francisco, em São Paulo, e exerceu sua profissão no cargo de Juiz de Direito no interior de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.