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Como quisesse livre ser

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Como quisesse livre ser

XXXII


Como quisesse livre ser, deixando

As paragens natais, espaço em fora,

A ave, ao bafejo tépido da aurora,

Abriu as asas e partiu cantando.


Estranhos climas, longes céus, cortando

Nuvens e nuvens, percorreu: e, agora

Que morre o sol, suspende o vôo, e chora,

E chora, a vida antiga recordando ...


E logo, o olhar volvendo compungido

Atrás, volta saudosa do carinho,

Do calor da primeira habitação...


Assim por largo tempo andei perdido:

— Ali! que alegria ver de novo o ninho,

Ver-te, e beijar-te a pequenina mão!



No poetmi desde

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Olavo Bilac

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac foi um jornalista e poeta brasileiro.