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À tua porta há um pinheiro manso

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À tua porta há um pinheiro manso

À tua porta há um pinheiro manso

De cabeça pendida, a meditar,

Amor! Sou eu, talvez, a contemplar

Os doces sete palmos do descanso.

Sou eu que para ti atiro e lanço,

Como um grito, meus ramos pelo ar,

Sou eu que estendo os braços a chamar

Meu sonho que se esvai e não alcanço.

Eu que do sol filtro os ruivos brilhos

Sobre as louras cabeças dos teus filhos

Quando o meio-dia tomba sobre a serra...

E, à noite, a sua voz dolente e vaga

É o soluço da minha alma em chaga:

Raiz morta de sede sob a terra!

Florbela Espanca in A Mensageira das Violetas


No poetmi desde 2022-08-07 00:09:29

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Florbela Espanca

Poetisa , Florbela Espanca deixou-nos belos poemas e reflexões.